A palavra é o mais forte elemento da comunicação humana. Fator determinante nos demais relacionamentos; seja familiar, amoroso, profissional ou social. Por meio de seu uso, realizamos os mais eloqüentes discursos, carregados de sentimentos, ideologias e, revelamos aspectos que caracterizam nossa personalidade, nossa cultura.
ltivez; nutrir uma suspeita, mas tem grandeza para dirimir a dúvida. Enfim, a palavra tem a capacidade de unir ou separar a humanidade. Pode ser suave ou grosseira, conforme lhe determine o tom. Tanto fere e magoa como acalma e apazigua. Pode vir em forma de grito ou de sussurro, em pedido de socorro ou de perdão, em forma de conselho ou mesmo de repreensão.

Mas, há quem diga que um gesto – aqui dito, imagem – fala mais que mil palavras: a imagem da explosão da bomba de Hiroshima mostra a destruição e o uso nocivo da inteligência humana; o espetáculo do homem no espaço
revela que os limites a transcender vão além do que os olhos podem alcançar; o triste cenário de miséria e fome na Etiópia demonstra a ausência de solidariedade e as desigualdades sociais que persistem mesmo no terceiro milênio, entre tantas outras que ferem nosso globo ocular. O fiel retrato de uma realidade que vem de encontro às vãs palavras que se utilizam alguns, em defesa de causa própria.
Considerando a relevância da imagem na era atual, é importante reconhecer que a palavra não se tornou obsoleta, seu poder continua o mesmo, desde a criação do mundo quando Deus ordenou que “o verbo se fizesse carne...” e, mais tarde, quando Jesus disse: “Passará o céu e a terra; porém as minhas palavras não passarão” (Mc. 13,31).*MELO NETA, Genuvina de Lima. A Palavra na Era da Imagem. 26 em Agosto de 2005.
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